domingo, 4 de octubre de 2009

DEUS SALVE A AMERICA OU GOD BLESS AMERICA...IMPERIO MAGALONANICO..


Aprendemos a liçao dos EEUU ou USA...(como queiram!!!)...como podemos ser o
IMPERIO MEGALONANICO...
ainda a inteligencia e criatividade na imprensa brasileira,...uma revista conservadora como a VEJA...NOS DEIXA AS NOSSA VEIAS ABERTAS DA AMERICA LATINA... em sendo assim nao poderia deixar de parabenizar...a equipe editorial pela bela CAPA...anunciando ...a visao do que somos e para onde vamos...afinal a lavagem cerebral sofrida dos trinta anos da ditadura...renascem com um novo PARA FRENTE BRASIL...de uma forma globalizada pelo nosso grande Luis Inacio Lula Obama da Silva...em breve estaremos enviando tropas para o Afeganistao...ja que estamos marcando presença no HAITI...como dizia Caetano e Gil...o Haiti também é aqui...
DEUS SALVE A AMERICA OU GOD BLESS AMERICA

viernes, 2 de octubre de 2009

de novo?


PRESENTE DOS DEUSES...
perigo esta nas entrelinhas vermelhas,um grande negócio....onde esta os impactos necessarios...saude,educaçao,cultura, meio ambiente...qualidade de vida!



Investimento de US$ 14,4 bi nas Olimpíadas deve movimentar US$ 51,1 bi
Estimativa de estudo é de que, no período que antecede os jogos, sejam criados 120 mil empregos por ano

InfoMoney
02 outubro 2009
SÃO PAULO - O investimento de US$ 14,4 bilhões previsto no projeto olímpico Rio 2016 irá movimentar US$ 51,1 bilhões no País, entre 2009 e 2027, de acordo com um estudo divulgado no portal do Ministério do Esporte, que analisa o impacto de longo prazo do evento.
O período de dez anos, entre 2017 e 2027, é suficiente para a eliminação de efeitos sazonais, ou seja, afere a consolidação do cenário socioeconômico após a passagem do megaevento esportivo.
Os US$ 14,4 bilhões estão distribuídos, segundo o dossiê de candidatura do Rio, da seguinte maneira: US$ 2,8 bilhões para a estrutura do Comitê Organizador e US$ 11,6 bilhões em recursos públicos e privados para a infraestrutura necessária à realização dos jogos olímpicos.
Com relação à geração de postos de trabalho, a estimativa é de que, no período que antecede os jogos, sejam criados 120 mil empregos por ano.
Setores
O estudo identificou 55 setores da economia que mais poderão se beneficiar dos jogos, com maior movimentação de dinheiro. Entre eles, estão Construção Civil (10,5%), Serviços Imobiliários e Aluguel (6,3%), Serviços Prestados a Empresas (5,7%), Petróleo e Gás (5,1%), Serviços de Informação (5%) e Transporte, Armazenagem e Correio (4,8%).
Nesta sexta-feira (2), a Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro) divulgou uma nota na qual parabeniza o Rio e o Brasil pela conquista da sede dos Jogos Olímpicos de 2016.
"O evento esportivo vem a coroar uma fase de bons ventos soprando sobre o estado, com uma conjuntura política favorável e a recuperação do ambiente de negócios", diz a nota.
Segundo a Firjan, o documento Decisão Rio prevê R$ 126,3 bilhões em investimentos públicos e privados para o estado no período, entre 2010 e 2012. Mas a entidade acredita que esses cálculos serão revistos para cima, com os novos empreendimentos nos setores de turismo e infraestrutura.
"A expectativa da Firjan é que os Jogos, muito mais que oportunidades de negócios, empregos e melhorias na parte urbana, representem um legado de desenvolvimento para o Brasil", conclui a nota.

Cheias e Orla do Guaíba


Complementando os aspectos abaixo mencionados, alerto para o fato de que é necessária uma política de gestão ambiental para toda a bacia do Guaíba. É necessário implementar o Código Florestal Federal, recompondo as matas ciliares e realocando as populações e atividades econômicas ali existentes. É certo que isto demandará pesados investimentos públicos; por outro lado, não fazê-lo significa enfrentar um custo econômico muito maior, tanto em termos de prejuízos diretos com as enchentes, como com o custo de subsidiar as populações afetadas. Além disso, a inexistência das matas ciliares e de proteção aos cursos d'água também implica em custos maiores de tratamento da água, bem como na diminuição da quantidade de água disponível em épocas de seca.

Monika Naumann
Eng. Florestal / Gestora Ambiental
http://matasnativas.wordpress.com/




Cheias e Orla do Guaíba

Senhores Vereadores,

Sugiro a Vs.Ss. que requisitem algumas lanchas da Brigada Militar e façam um tour por toda a bacia do baixo Jacuí e Guaíba.

Assim, poderão aquilatar o quanto de leviandade há nos mega projetos construtivos do Executivo em relação à orla de nosso rio, que é sujeita a cheias cíclicas, algumas calamitosas, como se está anunciando a presente.

Mais irresponsável ainda é a proposta conjunta município-estado em relação ao Cais da Mauá, contemplando a derrubada ou baixamento do Muro, que não é um muro, mas um dique que usou de tecnologia de ponta quando de sua construção nos anos 80 (fiz reportagem a respeito para a revista de engenharia, A CONSTRUÇÃO e acompanhei as obras).

Foi falado, na audiência pública de quinta-feira, da enchente de 1941, como se fosse a única da história da nossa cidade, embora fosse recordista em toda a bacia. Certamente, os senhores edis são jovens demais, para terem vivido os dramas em 1963, em plena realização da Universíade; as enchentes dos 70, durante as obras do projeto Cura em Porto Alegre; as cheias dos 80, em que a zona Norte ficou totalmente dentro dágua, a partir dos Navegantes, Vila Farrapos, etc. Tivemos, a seguir, um outro também dramático ciclo de estiagens e secas, que parece ter passado uma esponja nas memórias portoalegrenses.

Se pior não sofremos, foi graças aos diques, e à retomada do bombeio das águas (tempos atrás, as casas de bombas estavam inoperantes). Lembremos que o Centro de Porto Alegre está totalmente impermeabilizado. Que o rio Guaíba corre por baixo dos edifícios da zona Central (foram precisas obras especiais para a construção da atual Caixa Econômica Federal na praça da Alfândega, em pleno aterro).

Propor prédios na beirinha do cais - fora o absurdo de construir junto a uma rodovia como a Castelo Branco e à Estação Rodoviária, hotéis, residências e escritórios, que não terão um minuto de repouso - é, sem dúvida alguma, uma irresponsabilidade civil e cívica, e até mercadológica.

Não culpo os técnicos da Prefeitura, sujeitos aos jogos políticos e entendimentos de grandes capitais, mas responsabilizo os senhores vereadores pelo despautério do caso Pontal (ilegal e debaixo dágua), esperando que não piorem seu desempenho, aprovando as tolices do projeto do cais, que está precisando, isso sim, de uma Gestão responsável que o reconduza a sua verdadeira função: a portuária.

Um porto comercial não impede atividades turísticas. Ressalvadas as questões de segurança das operações, pode perfeitamente abrigar tanto área de alimentação típica, como comércio a varejo de produtos de importação e exportação, como já acontece nos aeroportos, e eventos culturais. Os próprios navios são atrativo turístico na maioria dos portos do mundo.

Então, por favor, olhem sua cidade ao vivo, ao natural, não apenas na falácia dos empreendedores, que estão muito necessitados de financiamentos e empréstimos diversos, ou tomada de dinheiro do mercado consumidor, uma vez que boa parte deles foi envolvida no crack hipotecário do ano passado.

Respeitem a população de Porto Alegre. Há milhares de hectares disponíveis no município, estocados nas mãos de especuladores contumazes, que deveriam desová-los para o alojamento correto e definitivo das populações ribeirinhas e sediadas em áreas de riscos.

Ricos não precisam do empenho de vocês para fazerem leis que os favoreçam. Porto Alegre precisa de uma Câmara que se ocupe de seus reais problemas em Habitação Popular DECENTE; Saúde; Educação; Segurança; Emprego; Fortalecimento da Área Rural; Transporte Coletivo de qualidade; Engenharia de Trânsito inteligente, que impeça o atulhamento de nossas ruas centrais e radiais com estacionamentos privados e garagens de rua, mais os caça-níqueis que são as áreas azuis, que impedem a circulação fluída de pedestres e veículos..

Por favor, Vs.Ss. estão ainda no primeiro ano deste mandato: corrijam suas inadequações enquanto é tempo.


Tania Jamardo Faillace
escritora e jornalista

de novo?


Lula emociona-se o Brasil vai ter a sua Olimpiada...digno dos grandes Imperadores, uma pena ele nao ser romano ou grego ou quem sabe ele ,é... ou um semi deus criado na nova mitologia da globalizaçao ...que bom estamos salvos...teremos a Copa do Mundo de Futebol...o preço do povo brasileiro é comprado com pao e circo ...Viva o populismo de Lula,nada melhor para esconder o sol com a peneira...os desmandos as corrupçoes os conchavos ...o presente dos gregos que nos brindaram as terras tupiniquins....seremos massacrados o tempo todo com esssa magia....dos Jogos Olimpicos...pobre país que tem a vencer....um Jogo Olimpico em que às crianças e adolescentes sao vítimas de homicídio no Brasil...uma medalha que carregamos com toda a energia...porque nao realizaram uma consulta popular perguntado ao povo brasileiro como gostaria de gastar os 29 bilhoes que serao investidos...Nos Jogos Olimpicos ou na educaçao + sistema social + segurança+transporte + cultura + qualidade de vida para os tabalhadores brasileiros...

Será que as medalhas de ouro estarão cunhadas ...que Homicídios de crianças e adolescentes no Brasil da ANCED (Associação Nacional de Centros de Defesa da Criança e do Adolescente). Entre 1996 e o final de 2006, mais de 500.000 brasileiros foram assassinados - cerca de 75% por arma de fogo. Em meio a essa triste realidade, os jovens são as principais vítimas. No período 1994 - 2004, houve, na faixa etária de 14 a 17 anos, um aumento na taxa de homicídio de 63,1%. De acordo com indicadores referentes a 2002, na faixa etária de 0 a 17 a taxa é de 9,15 homicídios por 100 mil. O que significa que cerca de 16 crianças e adolescentes são assassinados por dia no País. No período de 14 julho 2007 - 13 julho 2008, data de comemoração dos 18 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).....
triste é o país que necessita de símbolos forjados para tornar-se uma grande nação...Luis Inácio Lula da Silva...você venceu !.... a sua medalha de ouro tem a estampa da mediocridade...e os louros da vitoria que poderiam ser espinhos...mas são rosas ....Golbery do Couto e Silva acertou na mosca...ao transformá-lo em líder...afinal ele era o diabo e você vendeu a sua alma....como o mal ano tem tempo nem hora só a eternidade ...salve o grande manipulador...o grande ilusionista de uma nação...AVE LULA...

sábado, 19 de septiembre de 2009

A falsa solução do Crédito de Carbono




A falsa solução do Crédito de Carbono - palavra de ecólogo


PAINEL FLORESTAL: Este texto abre a discussão e coloca este mesmo espaço aberto a todos aqueles que discordem das afirmações do ecólogo Felipe Amaral.






Porto Alegre (RS) - A pretensão do setor da celulose, papel e siderurgia para o Brasil assusta e coloca em risco a sustentabilidade ambiental do país. Dentro do governo proliferam propostas que tem como objetivo “ampliar a área de florestas plantadas no país”, desta forma ampliando espaço para as empresas. Mas plantações de eucalipto não são florestas. Embora o setor celulose tenha a pretensão de se habilitar para lucrar com incentivos governamentais.

Nas discussões sobre as mudanças climáticas, o setor da celulose está dando as cartas, sentado com governos e ambientalistas empresariais, de organizações ligadas ao setor industrial. Nesta mesa não estão os movimentos sociais e as entidades ambientalistas. As falsas soluções apresentadas para o aquecimento global, além do agrocombustível, incluem o plantio de árvores para captação de carbono da atmosfera. A chamada fixação de carbono.

Com isto as empresas de celulose estão negociando e fazendo lobby para que plantações de árvores sejam incluídas como áreas de captação de carbono. Isto significa que enquanto a plantação cresce, se desenvolve, a empresa ganha dinheiro com a quantidade de carbono que as plantas possivelmente estão tirando da atmosfera. O que não está nesta equação empresarial, são as variáveis de cadeia produtiva e ciclo de vida do produto.

Na cadeia produtiva do campo, as plantações de eucalipto têm impactos no meio ambiente, atuando na queda da biodiversidade pela escala das plantações e isolamento causado pelos monocultivos, pressão sobre o uso da terra e água, uso intensivo de insumos químicos contaminantes e impactos na paisagem pelo tamanho dos maciços de árvores. Os impactos sociais podem ser vistos pela ocupação de territórios e concentração de terras, o êxodo e exploração das populações locais. Evidente que todas estas variáveis estão atuando conjuntamente em todas as áreas de atuação da celulose.

Se a análise for especificamente sobre o ciclo de vida do produto, desde a matéria-prima, com todos os impactos anteriormente citados sobre o meio ambiente e sociedade, mas partindo aqui especificamente da celulose, indo diretamente sobre os impactos da produção, transporte e tratamento industrial - além dos impactos ambientais advindos do consumo de seus produtos resultantes, numa sociedade estimulada ao consumo desenfreado - pode-se aferir que esse papo de fixar carbono é mais um artifício para ampliar mercados e expandir as lavouras de árvores no Brasil.

A Secretaria de Assuntos Estratégicos do Governo Federal está propondo o pagamento por serviços ambientais, além da produção de energia a partir de fontes renováveis. Isto tudo inclui, vergonhosamente, as plantações de árvores como matriz destas políticas. Na medida em que estas plantações estão na base da cadeia produtiva para a agroenergia, com o etanol celulósico obtido de árvores geneticamente modificadas, com a falsa prerrogativa de energia renovável. Além da famigerada fixação de carbono. O território brasileiro, seria o “playground das papeleiras”.

As estimativas de governo e empresas é que a área de plantações no Brasil atinja 27,5 milhões de hectares até 2050, o que representa quase 5,5 vezes a mais a área atual.

O Programa Nacional de Floresta Plantada, em debate no governo, prevê a quitação da dívida rural dos produtores por meio da emissão de títulos em florestas plantadas ou da venda futura de créditos de carbono. Isso na prática significa que a dívida de proprietários rurais poderá ser paga com o arrendamento às empresas para o plantio de árvores, num modelo de sociedades de propósito específicos (SPEs) controladas por fundos compostos por produtores, indústrias de papel e celulose e outros investidores.

Isto é um erro irreversível. A sociedade civil precisa saber o que está se passando por tras das negociações nacionais e internacionais sobre as mudanças climáticas. Com o pretexto de fixar carbono e incentivar energias agrícolas, estamos indo rumo a um colapso ambiental maior daquele que já extinguiu grandes impérios do passado.

Devemos dizer não às falsas soluções.


Felipe Amaral é ecólogo e integrante do Instituto Biofilia (http://www.institutobiofilia.org.br/).

jueves, 3 de septiembre de 2009




Entre 1978 e 1982, trabalhei como Arquiteto na Prefeitura de Porto Seguro, e me sentia muito orgulhoso do meu trabalho como funcionario da pequena prefeitura...quando era uma cidade de 6000 habitantes que sonhava com o desenvolvimento que hoje tornou-se um pesadelo(minha opiniao)...para os moradores que acreditavam no milagre economico...
Enquanto trabalhava na Prefeitura tinha conhecimento dos desmandos da ARACRUZ suas negociatas encobertas por Antonio Carlos Magalhaes e quadrilha..., foram perseguiçoes,expoliaçoes,mortes e todo o tipo de situaçao que os habitantes da mata sofriam...a lei do silencio mortal...que eram expulsos por pistoleiros encomendados pela situaçao politica de epoca ...para a compra das terras...!? , comprar as terras no Sul da Bahia , uma grande parte da Mata Atlantica, um crime contra a humanidade... , que alem da sua biodiversidade levava uma parte da cultura, existente de seus habitantes ...O polo Industrial Madereiro criado em Itabela com mais de 24 serrarias que trabalhavam dia e noite....dos caçadores de jacaranda,pau brasil,gonçalo alves, peroba rosa e tantas madeiras nobres...depois que as terras nao interessavam mais ...os posseiros ja tinham sido dominados...Em Montinho ,proximo a Monte Pascoal , era um pequeno povoado, que pertencia ao municipio de Porto Seguro...comentou o adimistrador do local ... que em um só dia,contou mais de 200 caminhoes de madeira retirados da mata...Quando protegi uma minuscula particula da Mata Atlantica em area urbana..em Porto Seguro....fui ameaçado....ñ importa sobrevivi...ñ sei se ela ainda esta lá..,
Conto isso pois o sistema começou a muito tempo....mas era um Brasil esquecido...ou melhor continua...
ESPERO QUE AS PESSOAS DE BOM SENSO TENHAM A CORAGEM, DE LEVAREM A FRENTE POSICIONAMENTOS COMO ESSE..
EUCALIPTO: O VERDE ENGANADOR

-Reflexões sobre o avanço irrefreado da monocultura do eucalipto e os imensuráveis impactos ambientais e sociais dele defluentes -

Wagner Giron de la Torre

Defensor Público/SP

CASO CONTRARIO VIVEREMOS EM UM IMENSO DESERTO...DE UM VERDE QUE NEM OS PASSARINOS QUEREM CANTAR...

Desculpas ...foram anos de historia perdidas na lembrança ..afinal tinha 24 anos ,... mas nunca deixei de acreditar----






" gentileza gera gentileza"









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EUCALIPTO: O VERDE ENGANADOR

-Reflexões sobre o avanço irrefreado da monocultura do eucalipto e os imensuráveis impactos ambientais e sociais dele defluentes -

Wagner Giron de la Torre

Defensor Público/SP

em meados de janeiro deste ano, o Grupo Votorantim, que ostenta entre seus quadrantes a empresa Votorantim Celulose e Papel, doravante nominada como VCP, conseguiu, com o auxílio do BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e
Social, arrematar o controle da empresa Aracruz Celulose, com a observação de que os aportes de recursos públicos injetados na operação chegaram a casa (note-se bem, nestes tempos de crise global) dos R$ 2,4 bilhões. O BNDES, segundo as notícias, já era detentor de R$ 2 bilhões em ações junto a Aracruz.Mas, para a grande maioria da população, avulta escamoteada por essas imagens e representações orquestradas pela grande mídia uma triste realidade: a de que essas empresas do setor de papel e celulose,responsáveis pela expansão, em larga escala, do eucalipto em várias regiões
do país, vêm sendo questionadas pelos movimentos populares como uma das principais causadoras de desastres ambientais e sociais incomensuráveis,motivadores de êxodos rurais e espoliações de terras indígenas e pelo estrangulamento e paulatina aniquilação de modos tradicionais de produção rural, como a agricultura familiar, pois, ao contrário das imagens construídas pela mídia, as plantações mercantis de eucalipto – como toda e qualquer monocultura semeada nas artificialidades dos laboratórios das grandes corporações – compromete a vida diversificada, intercâmbio biológico, cadeia alimentar e condições naturais que permitam a sobrevivência, até mesmo, do mais rasteiro dos insetos.

Dessa realidade estéril é que resulta o conceito –

– do DESERTO VERDE, concebido pela população rural afligida porseus negativos impactos.
Sobre o mote, é sempre válido trazer à baila o depoimento dobiólogo Elbano Paschoal, que acompanhou o drama da devastação ambiental,gerada pela monocultura do eucalipto, no sul da Bahia: “O desprezo ecrueldade dispensados à fauna silvestre pelos promotores da monocultura deeucalipto, utilizando totalmente tabuleiros e terras planas, deixando apenasalguns grotões (ilhas de áreas íngremes) para ‘refúgio’ da fauna silvestre são estarrecedores. Muitas espécies não vivem (não estão adaptadas) em áreas com relevo acidentado, e estão sendo localmente extintas, especialmente as
espécies endêmicas e raras. Além do mais, não há conectividade entre asilhas de vegetação (nativa) imersas no mar de eucalipto. O eucaliptal nãorepresenta um corredor ecológico pleno, pois sabemos nós, ambientalistas,cientistas, empresários, técnicos do governo, etc., que inúmeras espécies nãoatravessam, muito menos utilizam o eucaliptal. Algumas espécies, mesmo asaves, cuja capacidade de deslocamento é maior que a de outras, sequeratravessam uma estrada aberta num ambiente natural”.
Note-se: estamos a refletir não sobre meia dúzia de árvores exóticas, e sim sobre milhões e milhões de hectares recobertos por eucaliptos,para fins exclusivamente mercantis, fomentados pelas sobreditas empresas decelulose em várias regiões do país: sobre o já desertificado sul da Bahia, sobreo devastado norte do Espírito Santo, norte de Minas, região dos pampasaúcho e sobre o Vale do Paraíba, em São Paulo, onde só a VCP detém maisde 259 fazendas recobertas por eucaliptos em mais de 35 municípios, com oestratosférico potencial de corte de 2.500.000 m3 de toretes por ano .Nessa escala vertiginosa da monocultura, os impactos sociais eambientais são incomensuráveis, até porquê a pesada e custosa estruturafiscalizatória governamental (Ministérios Públicos Estaduais e Federais, DPRN,IBAMA, Polícias Ambientais, etc.) tem se mostrado inativa na vigilância e repressão a essas transgressões ambientais todas.Segundo relatos formulados pela FASE/ES e constantes da CPI daAracruz, desenvolvida na Assembléia Legislativa do Espírito Santo em 2002, atão festejada agroindústria da celulose recobriu territórios originalmenteornados pela Mata Atlântica, tida pelo próprio texto constitucional comopatrimônio nacional em função de sua riqueza em biodiversidadev, por vastosplantios de eucalipto com o escopo único de fomentar a indústria de celulose,reduzindo a cobertura vegetal natural no Espírito Santo, que era de 4 milhõesde hectares em 1990 (cerca de 86,88% da área do Estado) para escassos402.392 hectares (8,34% do território estadual). Em outras palavras, aAracruz substituiu, guiada por objetivos meramente mercantis, a
biodiversidade do mundo pela estéril e exótica monocultura. Para tantoocupou terras indígenas, poluiu o meio ambiente, insuflou o desemprego eêxodo rurais e instaurou um crescente processo de desertificação no norte do Estado, cuja devastação social pode ser constatada pelos depoimentos constantes da aludida CPI que, pelo fragor das notícias veiculadas pela grande mídia, parece ter resultado em absolutamente nada.
O avanço desenfreado dessa monocultura no Sul da Bahia e norte de Minas, segundo informes de geógrafo da universidade de São Paulo, já fezsecar mais de 4 mil nascentes do Rio São Franciscovi, e só agora, após décadas de denúncias pelos movimentos sociais, é que a empresa VeracelCelulose, pertencente a Aracruz, foi condenada, em primeira instância daJustiça Federal, pela devastação da Mata Atlântica no sul da Bahia.Os perversos impactos sociais e ambientais derivados da expansão dessa monocultura já estão sendo debatidos no âmbito do Tribunal de Justiça
em São Paulo pela Defensoria Pública Regional de Taubaté-SP, que a pedido
dos movimentos populares de defesa dos direitos dos pequenos agricultores
de São Luiz do Paraitinga-SP o MDPA, ajuizou Ação Civil Pública nesse
municípioviii, já absorvido pelo questionado cultivo em cerca de 20% de seu
território quando, sabemos, os índices máximos tolerados pelos parâmetros de
zoneamento agroflorestal traçados por normas expedidas pela OMS e por
estudiosos no assunto, não suplanta a faixa de segurança de 5% dos
territórios agricultáveis em cada município, sob pena de inviabilizar-se a
concretização do tão propalado desenvolvimento sustentável e assegurar-se a
dos recursos naturais e áreas destinadas ao cultivo de alimentos.
Para alcançarem esse nível estratosférico de expansão, os expertos cientistas a serviço da florescente e rica indústria papeleira, desenvolveram mudas de eucalipto caracterizadas pelo hibridismo e pelaclonagem, com níveis baixíssimos da substância conhecida como lignina (que serve para emprestar tessitura e consistência ao enfeixamento fibroso dequalquer madeira), permitindo um crescimento recorde dessas imensas árvores (em média, 6 anos para o primeiro corte) bem assim facilitando o
processo industrial do branqueamento da massa de celulose e evitando, com isso, o anticomercial efeito do amarelecimento precoce do papel posto no mercado de consumo.
Afora o intenso processo químico historicamente utilizado na produção industrial do papel, as empresas fomentadoras desses cultivos -seja em terras próprias ou arrendadas – necessitam infestar o solo destinadoà instalação da monocultura do eucalipto com toneladas e toneladas depesticidas à base de glifosato (dentre outras tantas pestilências químicas),geralmente manejado com a aplicação do conhecido herbicida Round’up, daMonsanto, a fim de eliminar a presença de formigas e outros elementosnaturais potencialmente nocivos ao esperado desenvolvimento das clonadas mudinhas, em processo tecnicamente conhecido como capina química.
Por influxo direto do engenho e arte dos cientistas a serviço dessas portentosas empreendedoras, e para a felicidade dos gestores e acionistas das companhias em referência, as mudas dos eucaliptos, a priori concebidas em laboratórios, são imunes aos efeitos químicos do glifosato, não sentem sua acidez, nem sua efervescência, nem qualquer atributo lesivo passível de contaminação desse devastador componente químico.Mas a natureza não passa incólume a tanta desgraça!
Numa região caracterizada, geograficamente, como sendo um mar de morros, hoje vislumbramos um vasto mar verde, mar de eucalipto, mar morto.Segundo declarações do campesinato local, em meio à insana expansão em escala industrial dessa monocultura, seus empreendedores não respeitam norma ambiental alguma, investem sobre cumes de morros, violam de nascentes, irrompem em várzeas e aniquilam matas ciliares,
intoxicando cursos d’água, rios e provocando a morte de incontáveis espécies
da fauna local.O zoneamento ambiental erigido em meio ao Código Florestal para fins de proteção das APPs – Áreas de Preservação Permanente – é copiosamente ignorado pelas empresas responsáveis por essa escalada absurda do cultivo nocivo dessas plantas exóticas, posto que implementam o plantio de eucaliptos em vilipêndio às distâncias mínimas demarcadas pelo artigo 2º da Lei Federal nº 4.771/65.
Pela lógica informadora das forças gravitacionais, auxiliada com o adorno dos ventos e ocorrências de chuva, grande parte das toneladas e toneladas dos materiais químicos utilizados no manejo da monocultura acaba atingindo as nascentes, cursos d’água, córregos, rios, contaminando pessoas,animais, pastagens, enfim, dando causa a um desastre ambiental ainda não devidamente mensurado, isso para não se falar do esgotamento de poços,minas d’água e demais corpos hídricos em função do enorme poder de sucção, responsável pelo abandono de inúmeras posses rurais pelos agricultores afligidos com o ressecamento de suas fontes de água.Afora isso, a formação de enormes latifúndios recobertos pelo exótico cultivo acaba aniquilando a diversidade cultural das localidades campesinas, inviabilizando o desenvolvimento da agricultura familiar, da pequena pecuária que há séculos eram implementadas pelas populações locais vitimadas pela escala hipertrófica da monocultura, fazendo com que se manifestações culturais tradicionais como festejos populares, atos devocionais emanados de lugares tidos como sagrados pela população, agora suprimidos pelos grandes latifúndios do eucalipto, consumando tudo de ruim que se possa perceber numa região já assolada pelo avanço da monocultura.Tal qual a certeira interpretação tecida em obra fundamental pelo Prof. Carlos Walter Porto-Gonçalves, embora seja um dos pilares desustentação da moderna agricultura capitalista “a monocultura revela, desde o início, que é uma prática que não visa satisfazer as necessidades das regiões edos povos que produzem. A monocultura é uma técnica que em si mesma trazuma dimensão política, na medida em que só tem sentido se é uma produçãoque não é feita para satisfazer quem produz. Só um raciocínio logicamenteabsurdo de um ponto de vista ambiental, mas que se tornou natural, admite fazer a cultura de uma só coisa.E todos esses questionamentos deram conteúdo à referida Ação Civil Pública, cujas provas, de tão consistentes, alicerçaram uma vitória inédita para o movimento social que vive a suscitar o debate atreito aos efeitos da expansão, sem limites, das monoculturas no país: é que a 1ª Câmara Ambiental do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo acolheu recursointerposto pela Defensoria Pública Estadual e, reconhecendo os severosimpactos sociais e ambientais no município de São Luiz do Paraitinga-SP,determinou a suspensão de todo e qualquer plantio do eucalipto na região atéa feitura pelas empresas VCP e Suzano de Estudos de Impacto Ambiental –EIA/RIMA, devidamente guarnecidos com audiências públicas junto àspopulações locais.Outra decisão relevante sobre o tema foi proferida pela JuízaFederal Clarides Rahmeier na Ação Civil Pública n. 2006.71.00.011310-0, daVara Ambiental de Porto Alegre que, a pedido de entidades ambientais,determinou a suspensão de publicidade oficial, promovida pelo governo do RioGrande do Sul, reputada enganosa porque só externava aspectos positivos do programa estatal de fomento à monocultura naquele Estado sem divulgar aopúblico as fundadas questões atreitas aos danos ambientais e sociais experimentados pela população vitimada pela expansão, em altíssima escala,do polêmico cultivo.
Como se percebe, os questionamentos que cingem o modeloagroindustrial encetado ao país pela elite dirigente são consistentes, exigindoum debate mais aprofundado para que a sociedade tenha acesso ainformações mais completas a respeito dos imensuráveis impactos desse modelo de produção nos recursos naturais e seus reflexos junto às populações vitimadas.O que choca, pela menos àqueles que detêm uma consciência maisaguda sobre essa realidade circundante, e que os veículos da grande mídiainsistem em sonegar, é o absurdo investimento de recursos públicos a insuflaruma atividade submetida a tantas e severas denúncias de degradação. Aatuação do BNDES no fomento à expansão de tão danosa monocultura afrontapreceitos legais enfeixados no acervo normativo voltado, teoricamente, à tutelado meio ambiente, em especial, ao que preconiza o artigo 14 da Lei Federal n.6.938/81, instituidora da tão ignorada Política Nacional do Meio Ambiente, queé expresso ao determinar a perda e restrição imediata de quaisquer subsídiospúblicos à atividades danosas ao meio ambiente. O verde que recobre a agroindústria, como vemos, é enganador. As vastas plantações de eucaliptonão são florestas, não se prestam a restaurar as infindáveis áreas de matasnativas suprimidas por esse insano modelo econômico e não geram nem adécima parte da oferta de empregos bradada por seus empreendedores. O queica, especialmente por parte dos integrantes dos movimentos sociais quevivem a denunciar essa série sem precedentes de devastações, é a espera domomento em que órgãos fiscalizatórios, como o Ministério Público Federal,iniciem a necessária repressão sobre esses gastos desarrazoados de dinheiropúblico em atividades notoriamente degradantes. Se isso um dia se consumar,espera-se, não seja tarde demais.

WAGNER GIRON DE LA TORRE, é Defensor Público no Estado de São Paulo e Coordenador da Defensoria Regional de Taubaté.

i “O Estado de São Paulo” 21.01.2009, p. B1. Também na UOL de 20.12009.

ii Como observado pelo consultor legislativo Maurício Boratto Viana em estudo técnico feito no âmbitodo Congresso Nacional em abril de 2004, intitulado “Eucalipto e os efeitos ambientais do seu plantio emlarga escala”:”a ausência ou pouca diversidade de espécies animais em reflorestamentos de eucaliptoparece ser a mais inquestionável de todas as críticas que se fazem a eles”.

iii Fonte: depoimento do biólogo Elbano Paschoal, inserido na web pelo grupo ambientalista GAMBA.

iv Fonte processo certificação ambiental, confeccionado pela consultoria SCS – Scientific Certification Systems, fornecido pela própria VCP em seu site – 2007.

v Art. 225, inciso VII, §4º da Constituição Federal.

vi “Nascentes e matas do rio S. Francisco”-ECO agência solidária de notícias ambientais, web em 16.7.07.

vii Brasil de Fato, Ed. N. 285 de 14 a 20 de agosto de 2008, p. 4.

viii ACP processo nº593/07 da comarca de S. Luiz do Paraitinga-SP

ix “A globalização da Natureza”, 2006, p. 28.

x Recurso de agravo de instrumento n. 759.170-5/3-00 TJSP de 28.8.08.





Solicito a gentileza quanto a divulgação e publicação do excelente artigo do nosso ilustre Dr. Wagner Giron de La Torre – Coordenador e Defensor Publico da Defensoria Publica Estadual e Regional de Taubate - SP, a cerca das monoculturas de eucaliptos, particularmente na região de São Luiz do Paraitinga – SP.

agradeço antecipadamente,

abraços

Vicente Cioffi
Forum Permanente Em Defesa da Vida
São José dos Campos – SP


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martes, 1 de septiembre de 2009


Mudança no clima custará US$ 400 bi anuais, diz estudo
O mundo precisaria gastar por ano o equivalente a nove ou dez vezes o orçamento que Pequim dispôs para realizar os Jogos Olímpicos para salvar o planeta dos impactos das mudanças climáticas, cerca de US$ 400 bilhões a US$ 500 bilhões. Em estudo publicado neste final de semana, cientistas de todo o mundo alertam que o custo estimado pela Organização das Nações Unidas (ONU) para amenizar o impacto das alterações está subestimado e que o montante necessário é bem maior. Os dados são do Instituto Internacional para Ambiente e Desenvolvimento e do Imperial College de Londres.
O trabalho foi divulgado às vésperas da Conferência Mundial do Clima, que será aberta hoje em Genebra, na Suíça. Para os cientistas, as negociações para o acordo climático que deve ser concluído no final do ano em Copenhague precisam ser focadas em como garantir que esses recursos sejam disponibilizados aos países mais pobres.
O risco é que, se o custo total for subestimado nas negociações, o resultado do acordo pode ser insuficiente para lidar com os problemas na próxima década. A estimativa é de que o custo seja duas a três vezes superior ao que previa a ONU como gastos máximos por ano. "A questão financeira é central para as negociações em Copenhague. Mas se os governos estão trabalhando com números errados, poderemos ter um acordo falso, que não irá resolver os problemas', disse Camilla Toulmin, diretora da entidade que publicou o relatório. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

lunes, 24 de agosto de 2009


Com 99,70% das urnas apuradas às 19h20 de hoje, a maioria dos porto-alegrenses decidiu hoje não permitir o uso e a construção de edificações destinadas à atividade residencial na região do Estaleiro Só, na orla do Rio Guaíba. A atual legislação permite apenas edificações destinadas ao comércio na região.

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A consulta pública foi realizada pela Prefeitura de Porto Alegre (RS), que perguntou aos eleitores: "Além da atividade comercial já autorizada pela Lei Complementar nº 470, de 02/01/2002, devem também ser permitidas edificações destinadas à atividade residencial na área da Orla do Guaíba onde se localiza o antigo Estaleiro Só?".


Dos 22.519 eleitores que participaram da consulta pública, 18.135 votaram "não", 4.339 votaram "sim", 23 votaram em branco e 22 anularam o voto. A votação ocorreu entre as 9h e 17h, com 330 urnas instaladas em 89 locais. O voto era facultativo.


O Estaleiro Só encerrou suas atividades em 1995 e a área foi arrematada por empreendedores após vários leilões. Em 2002, foi aprovada a Lei Complementar 470, que permitiu a construção de empreendimentos comerciais no local. A ideia de incluir unidades residenciais surgiu em 2007, mas as autoridades decidiram que a mudança deveria ser aprovada por meio da consulta pública. Segundo informações da prefeitura, essa consulta para definir o futuro de uma área urbana foi a primeira a ser realizada no País.

nao aos residenciais.... agora começa a luta real...estabelecer os atributos da CONSTITUIÇAO FEDERAL SOBRE A QUESTAO DAS AREAS PERMANENTES DE PRESERVAÇAO...

domingo, 23 de agosto de 2009

HISTORIAS DEL MUNDO


ESTIMADAS AMIGAS E ESTIMADOS AMIGOS

JÁ TINHA IDÉIA DE ESCREVER PARA VOCÊS A RESPEITO DA CONSULTA PÚBLICA DO DIA 23 DE AGOSTO, BEM COMO PARA ENVIAR O VÍDEO DA FILMAGEM FEITA NO GASÔMETRO NO ÚLTIMO DIA 01/08.


PARA QUEM ME CONHECE, SABE QUE ALÉM DA MILITÂNCIA VOLUNTÁRIA ECOLÓGICA E COMUNITÁRIA QUE DESEMPENHO, FALO COM O CORAÇÃO... E, QUANDO ASSIM NOS MANIFESTAMOS, NOS TORNAMOS COMPLETAMENTE TRANSPARENTES...!

COMO BEM NOS DISSE QUINTANA, ..." ELES PASSARÃO, NÓS PASSARINHO..."

CARINHOSAMENTE,

SANDRA.

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Soninha, a consulta é mais uma armadilha do poder público (prefeitura e câmara) e dos empreendedores para se apossarem "democraticamente e legalmente " da ORLA!

Pena que não possas participar das nossas articulações e discussões a respeito desse tema e da revisão do Plano Diretor que acontecem todas às quartas-feiras, às 19h, na Câmara, dentro do Fórum de Entidades.

Desejo te dizer que, dentre as nossas lutas, essa é uma que requer maior paciência, persistência e resistência, visto que está em jogo, o FUTURO DE TODA A ORLA DA CAPITAL DOS GAÚCHOS!

Não queremos construção nenhuma na Ponta do Melo! Desejamos que aquele local seja a continuação de parques já existentes desde a Usina do Gasômetro! A ORLA como um todo, é de Preservação Permanente e de Especial Interesse Cultural, protegida por Lei Federal e Lei Orgânica do Município.

Acontece que teremos que vencer batalha, por batalha. Primeiro, dizendo NÃO às residências que foram aprovadas, pela maioria dos senhores vereadores que desconsideraram a vontade da população, em sessões traumáticas e tumultuadas ano passado na Câmara, como é do conhecimento de todos! Posteriormente, abrindo mais uma ferrenha batalha para não ter mais nada de construção a não ser projetos que qualifiquem, democratizem a ORLA para uso público e paisagístico de lazer e cultura, conforme sua vocação natural!

Estamos lutando tanto ou mais como em 88! Nesse ano houve a fantástica subida por militantes da AGAPAN na Chaminé do Gasômetro, lembras? Naquela época éramos contra, o "Projeto Praia do Guaíba". Se esse ato não tivesse acontecido a ORLA, a partir do Gasômetro, estaria atualmente repleta de espigões!

Concomitante à subida da chaminé, houve também, uma forte manifestação na Câmara, um abraço ao rio/lago entre outros eventos. Essa atitude forte e positiva da população porto-alegrense e gaúcha, saiu no noticiário do centro do país! E conseguimos salvar aquele ma-ra-vi-lho-so trecho de ORLA que é referência para todos os cidadãos de POA!

Tudo isto que estou te recordando, foi alvo de um excelente documentário da TVCOM, no mês de agosto do ano passado quando celebramos os 20 anos do evento!

Voltando ao assunto...

A pergunta que está sendo feita na consulta também é ardilosa e capciosa! Tivemos uma audiência com o vice-prefeito e protocolamos uma denúncia a esse respeito. E ainda ontem, dia 14/08, no TRE, ressaltamos que a pergunta estava mal formulada!

Quanto aos empreendedores terem desistido de construir residências, é outro engodo! Pois eles podem perfeitamente vender o projeto, visto que nada foi por escrito. Sabes muito bem que eles tem muito dinheiro e condições uma para fazerem o que quiserem! Só barraremos esse propósito SE TIVERMOS UNIDOS NO NÃO!

PERGUNTO:

QUANTO AOS PRÉDIOS DE 12 OU 14 ANDARES, EXPOSTOS NO PROJETO VIRTUAL, COMO PODERÃO ATENDER OS INTERESSES PAISAGÍSTICOS, AMBIENTAIS E DE MÚLTIPLOS USOS PÚBLICOS E DEMOCRÁTICOS DE LAZER E CULTURA DA ORLA NAQUELE ESPAÇO? CERTAMENTE, MINHA AMIGA, O PÔR-DO-SOL E AQUELE PEDAÇO DE ORLA FICARÃO APENAS NA NOSSA IMAGINAÇÃO...

Infelizmente, temos alguns amigos e amigas que estão se posicionando contra a não participação na consulta! Respeitamos a opinião deles. Porém a consulta vai acontecer e não poderemos nos OMITIR DE VOTAR, seja ela certa ou não! POIS COM ISSO CORREMOS O RISCO DE VENCER O SIM!

Caso o SIM vença, não teremos mais chance alguma de barrar construções na ORLA pois a jurisprudência firmada dará respaldo para que tudo seja aprovado pelos poderes públicos! Fortalecendo, dessa maneira, a liberalidade e a mercantilização das construções na ORLA! "Entregaremos de bandeja o mais característico, belo, harmonioso e democrático espaço naturalmente livre que banha a capital do povo gaúcho"!

AMIGA, PEÇO QUE REPASSES PARA OS TEUS CONTATOS ESSE MEU PEQUENO TEXTO. POIS É IMPRESCINDÍVEL CONTAR COM O APOIO DE TODOS DIZENDO NÃO NO DIA 23 DE AGOSTO!

VENCENDO O NÃO, CONTINUAREMOS PRECISANDO DE RESPALDO PARA COMEÇAR UMA NOVA BATALHA COM FORÇA, UNIÃOS E AÇÕES VISANDO ADEQUAR A PONTA DO MELO COM EQUIPAMENTOS CONDIZENTES PARA DAR CONTIUIDADE AO ESPAÇO DE ORLA MARAVILHOSO QUE SE ESTENDE DESTE A USINA DO GASÔMETRO ATÉ AQUELE BELÍSSIMO LOCAL!

PARA QUE ESSE PARQUE PÚBLICO ACONTEÇA, NECESSITAMOS, PRIMEIRAMENTE, CONTAR COM TODOS DIZENDO NÃO AO PONTAL DO ESTALEIRO!

Um fraterno, ecológico e comunitário abraço,

Sandra.

P.S. PEÇO A TODOS QUE ACESSEM OS BLOGS E QUE REPASSEM PARA OS SEUS AMIGOS (AS) ESSA MENSAGEM!


Vejam o vídeo aqui do gasômetro!
http://www.youtube.com/watch?v=6ES79OfSKsw

Aqui está o que foi noticiado no Jornal do Almoço do dia 10/08/09!

http://mediacenter.clicrbs.com.br/templates/player.aspx?uf=1&contentID=72039&channel=45




Movimento em Defesa da Orla do Rio Guaíba
Porto Alegre RS
Ainda não temos página na internet. Por enquanto acesse os blogs: Porto Alegre RESISTE!, Amigos da Rua Gonçalo de Carvalho e AGAPAN para maiores informações sobre a defesa da Orla do Rio Guaíba.

miércoles, 19 de agosto de 2009

Coronel Escritor e o Presidente Metalurgico


Brasil continua construindo uma falsa historia de procedimentos de grandes exitos politicos ,sociais e economicos.Nossa memoria historica é bem recente ,ao avaliarmos a questao tempo e espaço.O atual lider do Senado Sr. Jose Sarney ,foi uma das grandes ancoras da extinta ARENA(Aliança Renovadora Naciona) que lutava ardentemente contra o MDB(Movimento Democratico Brasileiro),instrumento politico dos Governos Militares....onde surgiram grandes politicos e verdadeiros estadistas e nao Coroneis Esritores, que hoje respaldam o atual governo....montado pelo clone de Presidente do Brasil o metalurgico Luis Inacio Lula da Silva, formado no esquema fordista,com uma base do medo criado em sua infancia pobre e miseravel da parte esquecida do Brasil....no seu caso o fantasma do seu imaginario habita a sua mente....e nada melhor que o fantasma ao vivo e cores habitando a sua cadeira da impotencia...o Coronel Escritor...esta ao seu lado...nada importa pelo poder... a nao ser as sua conquistas....tudo em nome do povo...afinal vamos comer as linhas brancas de produçao é a meta....bem o resto vamos levando....

martes, 17 de febrero de 2009

David Harvey no Fórum Social Mundial 2009.




David Harvey no Fórum Social Mundial 2009.




David Harvey no Fórum Social Mundial 2009. [Tenda da Reforma Urbana, 29 de Janeiro de 2009]David Harvey
David Harvey Geógrafo Profesor de la Universidad de la Ciudad de Nueva York Para mí, es un inmenso placer estar aquí, pero en primer lugar quiero pedir disculpas por hablar en Inglés, que es el idioma internacional del imperialismo. Espero que lo que digo será suficiente la lucha contra lo que me perdone por ello. (aplausos) Estoy muy agradecido por la invitación a mí, porque aprendo mucho de los movimientos sociales. Vine aquí para aprender y escuchar, y por lo tanto, considero esta una gran experiencia educativa, porque, como Karl Marx dijo una vez, siempre existe la gran pregunta acerca de la cubierta de educar a los educadores. He trabajado durante algún tiempo con la idea de un derecho a la ciudad. Entiendo que el derecho a la ciudad significa el derecho de toda persona a crear ciudades que respondan a las necesidades humanas, nuestras necesidades. El derecho a la ciudad no tiene derecho a tener - y yo uso una palabra de Inglés - las migajas que caen de la mesa de los ricos. Todo el mundo debería tener los mismos derechos para construir los diferentes tipos de ciudades queremos existir. El derecho a la ciudad no es simplemente el derecho a lo que ya está en la ciudad, pero el derecho a transformar la ciudad en algo radicalmente diferente. Cuando miro la historia, veo que las ciudades se rigen por la capital, en lugar de por las personas. Así, en esta lucha por el derecho a la ciudad habrá una lucha contra el capital. Quiero ahora hablar un poco sobre la historia de la relación entre el capital y la construcción de las ciudades, con una pregunta: ¿Por qué es la capital para realizar muchas funciones de la ciudad? Y que las fuerzas populares son relativamente débiles contra el poder? También me gustaría hablar, en realidad, la forma en que las obras en las ciudades es uno de sus puntos débiles. Por lo tanto, creo que, esta vez, la lucha por el derecho a la ciudad es el centro de la lucha contra el capital. Ahora que estamos viviendo, como todos saben, una crisis financiera del capitalismo. Si nos fijamos en la historia reciente, encontramos que en los últimos 30 años hubo muchas crisis financieras. Alguien hizo los cálculos y dice que desde 1970 hubo 378 crisis financieras en el mundo. Entre 1945 y 1970 hubo sólo 56 de las crisis financieras. Por lo tanto, la capital ha producido varias crisis financieras en los últimos 30 o 40 años. Lo interesante es que muchas de estas crisis financieras tienen su origen en la urbanización. A finales de la década de 1980, la economía japonesa se rompió, y rompió a la especulación en bienes y tierras. En 1987, los Estados Unidos, una gran crisis en la que cientos de bancos quebraron, y ello se debió a la especulación sobre la vivienda y el desarrollo de bienes raíces. En el decenio de 1970 hubo una gran crisis en los mercados mundiales de bienes. Y podría continuar indefinidamente, dándoles ejemplos de las crisis financieras de origen urbano. Mi cálculo es que la mitad de las crisis financieras de los últimos 30 años se originó en la propiedad urbana. Los orígenes de esta crisis en los EE.UU. están en algo llamado la crisis de las hipotecas sub prime. Pero yo llamo a esta crisis no es una crisis de las hipotecas sub prime, pero la crisis urbana. Lo que pasó fue que en 1990 vino el problema de un exceso de dinero sin destino - el capitalismo es un sistema que siempre produce excedentes. Creemos que la cosa de la siguiente manera: el capitalismo despierta cierta mañana e ir al mercado con una cierta cantidad de dinero y el trabajo y comprar medios de producción. Él aporta a estos elementos de trabajo y produce un bien, para vender por más dinero del que tenía al principio. Así, al final del día en que el capitalista tiene más dinero de lo que había anteriormente en el día. Y la gran pregunta es: ¿qué hacer con él más que a ella? Bueno, si fuera como usted y como yo, y probablemente habría divertido gastar el dinero. Pero el capitalismo no es así. Hay que impulsar las fuerzas de la competencia de reinvertir parte de su capital en nuevos desarrollos. En la historia del capitalismo, se ha registrado una tasa de crecimiento del 3% desde 1750. Una tasa de crecimiento del 3% significa que épreciso encontrar salidas para el capital. Así pues, el capitalismo siempre se enfrentan a lo que yo llamo el problema de la absorción del excedente de capitales: ¿dónde puedo encontrar una salida rentable en la que se aplican a mi capital? En 1750, el mundo entero está abierto a ella. Y en ese momento, el valor total de la economía mundial fue de 135 mil millones de dólares en bienes y servicios. Llegando a 1950, hay 4 billones de dólares en circulación, y usted tiene que encontrar los puntos de venta de 3% a 4 billones. Y cuando se trata de 2000, cuenta con 42 billones de dólares en circulación. Hoy en día, probablemente, esta cifra alcanza alrededor de 50 billones. En 25 años, una tasa de crecimiento del 3%, que será de 100 billones. Esto significa que existe una creciente dificultad de encontrar salidas rentables para el capital excedente. Esto se puede demostrar lo contrario. Cuando el capitalismo era esencialmente lo que ocurrió en Manchester, y algunos otros lugares en el mundo, una tasa de crecimiento del 3% no era un problema. Ahora tenemos que poner una tasa de 3% en todo lo que sucede en China, Asia oriental y sudoriental, en Europa, en gran parte de América Latina y América del Norte, y ahí tenemos un gran, gran problema. Los capitalistas, cuando tienen dinero, también tienen la opción de cómo se reinviertan. Usted puede invertir en nueva producción. Uno de los argumentos para hacer más ricos a los ricos es que reinvestirão en la producción, y que generan más empleo y mejores niveles de vida para el pueblo. Pero desde 1970 se han invertido menos en nuevas producciones. Que han invertido en la compra de activos, acciones, derechos de propiedad, incluida la intelectual, y, por supuesto, en el sector inmobiliario. Por lo tanto, desde 1970, más dinero ha sido para los activos financieros, y cuando la clase capitalista empezaron a comprar los activos, el valor de estos aumentos. Así que empezar a ganar dinero con el crecimiento en el valor de sus activos. Por lo tanto, los precios de los bienes inmuebles aumentó más y más. Que no hacer una ciudad mejor, pero lo hace más caro. Además, en el sentido de que quieren construir condominios de lujo y exclusivos hogares, que tienen que empujar a los pobres de sus tierras - que tienen que tener nuestro derecho a la ciudad. En Nueva York, me resulta muy difícil de vivir en Manhattan, y ver que soy un profesor universitario razonablemente bien pagado. La masa de la población que realmente funciona en la ciudad no está en condiciones de vivir en la ciudad porque el precio de los bienes aumentaron exageradamente. En otras palabras, el derecho del pueblo a la ciudad fue restada. A veces es reducido a través de acciones del mercado, a veces a través de las acciones del gobierno, que expulsó a las personas de donde viven, a veces se resta por ilegal, violento, es un fuego ateando edificio. Hubo un período en que Nueva York sufrió del fuego después de los incendios. Lo que hace es crear una situación en la que los ricos cada vez más pueden ejercer su dominio sobre toda la ciudad, y que tienen que hacer esto porque esta es la única manera de utilizar sus excedentes de capital. Y en algún punto, sin embargo, también hay incentivos para que el proceso de construcción de la ciudad llegar a los más pobres. Las instituciones financieras se prestan a los empresarios de bienes raíces para ayudar a desarrollar grandes zonas de la ciudad. Usted tiene a los empresarios a promover el desarrollo, pero el problema es: a quienes les venden la propiedad? Si los ingresos de la clase obrera fue creciendo, entonces tal vez podrían vender a los trabajadores. Pero desde el decenio de 1970 las políticas del neoliberalismo han implicado reducciones salariales. En los EE.UU., los salarios reales no han aumentado desde 1970, de modo que si usted tiene una situación en la que los salarios reales son constantes, pero los precios de los edificios están en aumento. ¿Y dónde está la demanda de vivienda? La respuesta fue llevar a las clases trabajadoras a una situación de la deuda. Lo que vemos es que la velocidad con la vivienda en los EE.UU. aumentó de unos 40.000 dólares por familia por más de 120.000 dólares por familia en los últimos 20 años. Las instituciones financieras de los trabajadores llaman a las puertas y decir: "Tenemos una buena oferta para usted. Vamos a pedir dinero prestado y usted puede tener su propia casa. No se preocupe si usted no puede pagar más tarde de la deuda, porque los precios de bienes inmuebles van en aumento, entonces todo está bien ". Por lo tanto, más y más personas de bajos ingresos se hicieron para contratar deudas. Pero hace aproximadamente dos años, el precio de la propiedad comenzó a disminuir. La distancia entre lo que se pagaron a los trabajadores y el tamaño de la deuda se ha convertido en demasiado grandes. De repente, hubo una ola de ejecuciones de hipotecas en muchas ciudades de EE.UU.. Pero, como suele suceder con algo tal, hay un desigual desarrollo geográfico de esa ola. La primera ola golpeó las comunidades de bajos ingresos en muchas de las ciudades más antiguas de los Estados Unidos. Hay un maravilloso mapa que puede verse en el sitio web de la BBC para las ejecuciones hipotecarias en la ciudad de Cleveland. Lo que usted ve es una salpicada mapa de las ejecuciones, que está muy concentrado en determinadas zonas de la ciudad. Hay junto a este otro mapa, que muestra la distribución de la African American población, y los dos mapas se corresponden con los demás. Lo que esto significa es que el robo fue un African American población de bajos ingresos. Esta fue la mayor pérdida de activos de las poblaciones de bajos ingresos en los EE.UU. de todos los tiempos: dos millones de personas perdieron sus hogares. Y al mismo tiempo el pago de bonos en Wall Street sobre la casa de los 30 mil millones de dólares - que es el dinero extra pagado a los banqueros por su trabajo. Así, los 30 millones pagados en Wall Street fueron retirados de manera efectiva las poblaciones de barrios de bajos ingresos. Fala-se sobre isso nos Estados Unidos como um "Katrina financeiro", porque, como vocês se lembram, o furacão Katrina atingiu particularmente Nova Orleans, e foi a população negra de baixa renda que foi deixada para trás, sendo que muitos morreram. Los ricos proteger su derecho a la ciudad, pero los pobres, esencialmente perdido. En la Florida, California y el Suroeste de EE.UU., el patrón es diferente. Fue mucho más en las periferias de las ciudades. Allí, la cantidad de dinero que se prestan a los constructores y grupos reales. Estaban construyendo casas fuera de la ciudad, 45 kilometros de distancia de Tucson y Los Angeles y no pudo encontrar que los venden. Luego se buscó la población blanca que no les gusta vivir cerca de los inmigrantes y los negros en el centro de las ciudades. Esto condujo a una situación que ha demostrado hace un año, cuando el elevado precio de la gasolina ha hecho cosas muy difícil para esas comunidades. Muchas personas no podían pagar sus deudas, por lo que fue una ola de ejecuciones hipotecarias que le está dando a los suburbios, y afecta principalmente a los blancos en lugares como Florida, Arizona y California. Mientras tanto, el Wall Street hizo fue tomar todas las hipotecas en riesgo y envuelto en instrumentos financieros extranjeros. Pegavam que todas las hipotecas en un determinado lugar y ponerlos en un paquete, y luego vender acciones de ese paquete a otras personas. El resultado es que todo el mercado financiero de las hipotecas es global, y lo que ves son piezas de los bienes que se venden las hipotecas a las personas en Noruega, Alemania, el Golfo y en otros lugares. Todos estaban convencidos de que estas hipotecas y los instrumentos financieros son tan seguros como casas. Simplemente no eran seguros, y luego superó a la gran crisis, que sigue sin parar. Mi argumento es que si esta crisis es fundamentalmente una crisis de la urbanización y, a continuación, la solución debe ser un desarrollo diferente, y ahí es donde la lucha por el derecho a la ciudad es fundamental, porque tenemos la oportunidad de hacer algo diferente. Pero siempre me pregunto si esta crisis es el fin del neoliberalismo. Mi respuesta es "no" si nos fijamos en lo que se propone en Washington y Londres. Uno de los principios básicos que se establecieron en la década de los 70 es que el poder del Estado debe proteger las instituciones financieras a cualquier precio. Si existe un conflicto entre el bienestar de las instituciones financieras y el bienestar de la población, están optando por el bienestar de las instituciones financieras. Este es el principio que se desarrolló en la ciudad de Nueva York a mediados de los años 70, que fue establecido internacionalmente por primera vez cuando la amenaza de quiebra en Mexico en 1982. Mexico si había ido a la quiebra, se han destruido los bancos de inversión en Nueva York. Por lo tanto, el Banco Central de los Estados Unidos y el Fondo Monetario Internacional para ayudar a los esfuerzos combinados Mexico para no entrar en quiebra. En otras palabras, el dinero que prestó Mexico necesarios para el pago de los banqueros en Nueva York. Pero al hacerlo, se impone la austeridad en la población mexicana. Es decir, proteger a los bancos y destruyó el pueblo. Esta ha sido la práctica habitual de la FITIM desde entonces. Ahora, si nos fijamos en la respuesta a la crisis de los Estados Unidos e Inglaterra, vamos a ver lo que realmente hizo fue salvar a los bancos - son 700 mil millones de dólares a los bancos en los EE.UU.. Ellos no hicieron nada para proteger a los propietarios de edificios que han perdido sus hogares. Por lo tanto, este es exactamente el mismo principio que vemos ahora en su lugar: para proteger a las instituciones financieras y de boca a la gente. Lo que debería haber hecho era obtener los 700 millones y crear un nuevo banco de desarrollo, para salvar a todas las comunidades que fueron destruidos y reconstruir las ciudades de las demandas populares. Lo interesante es que si hubiéramos hecho antes, gran parte de la crisis que simplemente han desaparecido, porque no sería la ejecución de hipotecas. Entre tanto, tenemos que organizar un movimiento contra el desalojo - y hemos visto que esto suceda en Boston y otras ciudades. Pero en ese momento de la historia en los EE.UU., existe la sensación de que la movilización popular es limitado porque la elección de Obama es la prioridad. Muchas personas esperan Obama a hacer algo diferente, pero lamentablemente sus asesores económicos son exactamente los mismos que crearon el problema. Dudo que Obama será tan progresiva como Lula. Creo que tendremos que esperar un poco antes de que los movimientos sociales comienzan a actuar. Tenemos un movimiento nacional de reforma urbana y lo que tenemos aquí. Tenemos que construir un militante del mismo tipo que construir aquí. Debemos, de hecho, empezar a ejercer nuestro derecho a la ciudad. Y en algún momento vamos a volver a la forma se da prioridad a las instituciones financieras a costa de la gente. Debemos preguntarnos qué es más importante, el valor de los bancos o el valor de la humanidad. El sistema bancario debe servir a la gente, que no viven a expensas de las personas. La única manera que tenemos que en algún momento, llegamos a ser capaces de ejercer nuestro derecho a la ciudad es el control del problema de la absorción del exceso capitalista. Tenemos que compartir el excedente de la capital. Tenemos que utilizarla para satisfacer las necesidades sociales. Tenemos que deshacernos del problema de la constante acumulación de 3%. Llegamos a un punto en el que una tasa de crecimiento del 3% impondrá enormes costos ambientales, ya que ejercer una presión tan grande sobre las cuestiones sociales, que viven en perpetua crisis financiera. Si salir de esta crisis financiera de la manera que quieran, habrá otra crisis financiera dentro de los cinco años. Hemos llegado a un punto en que ya no podemos aceptar que Margaret Thatcher dijo que "no hay alternativa", y debemos decir que debe haber una alternativa. Debe haber una alternativa al capitalismo en general. Y podemos empezar a poner esta alternativa en la realización del derecho a la ciudad como una demanda popular internacionalmente, y yo espero que todos podamos unirnos en esta misión. Muchas gracias.

sábado, 10 de enero de 2009

CRIMEN Y VERGÜENZA




Gaza: crimen y vergüenza
José Saramago, Teresa Aranguren, Belén Gopegui y otros
No es una guerra, no hay ejércitos enfrentados. Es una matanza.
No es una represalia, no son los cohetes artesanales que han vuelto a caer sobre territorio israelí sino la proximidad de la campaña electoral lo que desencadena el ataque.
No es la respuesta al fin de la tregua, porque durante el tiempo en el que la tregua estuvo vigente el ejército israelí ha endurecido aún más el bloqueo sobre Gaza y no ha cesado de llevar a cabo mortíferas operaciones con la cínica justificación de que su objetivo eran miembros de Hamas. ¿Acaso ser miembro de Hamás despoja de condición humana al cuerpo desmembrado por el impacto del misil y al supuesto asesinato selectivo de su condición de asesinato sin más?.
No es un estallido de violencia. Es una ofensiva planificada y anunciada hace tiempo por la potencia ocupante. Un paso más en la estrategia de aniquilación de la voluntad de resistencia de la población palestina sometida al infierno cotidiano de la ocupación en Cisjordania y en Gaza a un asedio por hambre cuyo último episodio es la carnicería que en estos días asoma en las pantallas de nuestros televisores en medio de amables y festivos mensajes navideños.
No es un fracaso de la diplomacia internacional. Es una prueba más de complicidad con el ocupante. Y no se trata sólo de Estados Unidos que no es referencia moral ni política sino parte, la parte israelí, en el conflicto; se trata de Europa, de la decepcionante debilidad, ambigüidad, hipocresía, de la diplomacia europea.
Lo más escandaloso de lo que está pasando en Gaza es que puede pasar sin que pase nada. La impunidad de Israel no se cuestiona. La violación continuada de la legalidad internacional, los términos de la Convención de Ginebra y las mínimas normas de humanidad, no tiene consecuencias. Más bien, al contrario, parece que se premia con acuerdos comerciales preferentes o propuestas para el ingreso de Israel en la OCSE. Y qué obscenas resultan las frases de algunos políticos repartiendo responsabilidades a partes iguales entre el ocupante y el ocupado, entre el que asedia y el asediado, entre el verdugo y la víctima. Qué indecente la pretendida equidistancia que equipara al oprimido con su opresor. El lenguaje no es inocente. Las palabras no matan pero ayudan a justificar el crimen. Y a perpetuarlo.
En Gaza se está perpetrando un crimen. Lleva tiempo perpetrándose ante los ojos del mundo. Y nadie podrá decir, como en otro tiempo se dijo en Europa, que no sabíamos.
Teresa Aranguren, Pedro Martínez Montávez, Rosa Regás, José Saramago, Pilar del Río, Cármen Ruiz Bravo, Belén Gopegui, Constantino Bértolo, Santiago Alba Rico.

viernes, 9 de enero de 2009

"Era algo que yo sentía que tenía que hacer", Apoyo para los Palestinos




Jugador es multado por haber expresado su apoyo a los palestinos Viernes,


09 de enero, 07h39 - AFP PUBLICIDAD MADRID (AFP)


- El Comité de Competencia de la Real Federación Española de Fútbol (RFEF) multó este viernes el jugador franco-Mechlin de Sevilla, Frédéric Kanouté, después de haber manifestado su apoyo para los palestinos en la camisa después de marcar un gol. El valor de la multa no fue revelada, pero debería oscilar entre 2.000 y 3.000 euros, según la prensa española. Kanouté, después de marcar un gol contra el Deportivo de La Coruña en un juego para la Copa del Rey, tomó la camiseta y la malla que se utilizó por escribir "Palestina" en varios idiomas. El franco-Malines fue multado de acuerdo con Article'120 »de los estatutos de la RFEF, que considera una falta grave de conducta" mostrar cualquier tipo de publicidad, lema, leyenda, símbolos, anagramas o dibujos, cualquiera que sea su contenido o propósito ", explicó la comisión. "Era algo que yo sentía que tenía que hacer", dijo el jugador de la cadena de televisión Telecinco Sevilla, agregando que "el mundo debe sentirse un poco responsable cuando hay una injusticia tan grande. Soy 100% responsable de lo que hice." Frédéric Kanouté, 31 años, nacido en Francia, es musulmane y es conocido por sus acciones humanitarias. Ha creado una fundación para ayudar a los huérfanos de Malí y ha impedido la demolición de una mezquita en Sevilla, contribuyendo a medio millón de euros.

miércoles, 7 de enero de 2009

OFENSIVA ISRAELÍ







TE UNES A ESTA PROPUESTA DE SOLIDARIDAD CON PALESTINA?Enviado por ElenaCUELGA UN PAÑUELO PALESTINO EN TU BALCÓNPORQUE HACE FALTA HACER ALGO ANTE LA *MASACRE QUE ESTÁ SUFRIENDO EL PUEBLOPALESTINO.PENSAMOS QUE UNA FORMA DE SOLIDARIZARNOS Y DE RECHAZAR La AGRESIÓNINDISCRIMINADA De ISRAEL ASÍ COMO LA COMPLICIDAD DE TODA LA COMUNIDADINTERNACIONAL ES COLGAR UN PAÑUELO PALESTINOS DE CADA BALCÓN DEL ESTADOESPAÑOL.ES UNA FORMA SIMBÓLICA DE DEMOSTRAR QUE MUCHAS PERSONAS ESTAMOS AL ESQUINADEL PUEBLO PALESTINO!!SI ESTÁS DE ACUERDO DIFUNDE LA PROPUESTA.

OFENSIVA ISRAELÍ



La Cruz Roja afirmó hoy que investiga los informes de que un puesto de ambulancias de la Media Luna Roja Palestina, ubicado en la ciudad de Jabaliya, al norte de Gaza, fue golpeado durante la noche. La ofensiva militar contra los palestinos con cohetes, lanzados por Israel el 27 de diciembre, ha dejado al menos 3 mil muertos y 600 heridos en la Franja de Gaza, dijo Pierre Kraehenbuehl, director de operaciones del Comité Internacional de la Cruz Roja. PUBLICIDAD "El principal mensaje de Gaza esta mañana es de miedo y frustración", dijo Kraehenbuehl. "Esa noche se describió a nosotros por teléfono, como la más aterradora jamás visto". Con el aumento de las muertes de los civiles y los suministros de agua potable al borde del colapso, Kraehenbuehl dijo que "no hay duda de que se trata de una enorme crisis y el punto de vista humanitario". Según Kraehenbuehl, la información sobre el ataque contra el puesto de ambulancias "aún deben ser confirmadas, pero son un signo de la intensidad del conflicto". "Al parecer, fue necesario el uso de tractores para eliminar los desechos de la carretera que da acceso al puesto", dijo, pero añadió que la Cruz Roja no dispone de más información. "No puedo decir que fue un efecto colateral de los bombardeos en esa zona". Problemas en el suministro de electricidad, la industria también alcanzó el embargo de 18 meses de Israel en el territorio controlado por Hamas, representa grave amenaza a salir hasta el medio millón de personas sin agua potable y el riesgo de contraer enfermedades, dijo. Israel niega que exista una crisis humanitaria en el territorio densamente poblado. El Gobierno de Israel concedió permiso para que la Cruz Roja para tener asistencia médica, incluida la sangre y vacunas, en el territorio. Un grupo de cirujanos también recibió ayer la autorización para ayudar a los médicos en el hospital de Shifa, el más grande en Gaza. Sin embargo, según los servicios médicos Kraehenbuehl empeorar en que continúa la campaña militar.

OFENSIVA ISRAELÍ




Terça-feira, 30 de Dezembro de 2008

Ofensiva israelí en Gaza para llegar al cuarto día

Crise....




Segunda-feira, 29 de Dezembro de 2008

Compas, dadle la mayor difusión, esto es muy grave.

PARA DIFUSIÓN INMEDIATA:Cooperantes Internacionales que trabajan en defensa de los Derechos Humanos en la Franja de Gaza testifican sobre los acontecimientos de las últimas horas:27 de diciembre de 2008, Ciudad de Gaza:Cooperantes y activistas del Movimiento Internacional de Solidaridad están siendo testimonios de los ataques del ejército israelí sobre la población de la Franja de Gaza. Estos testimonios tienen una especial relevancia, dado que durante los últimos meses el ejército israelí ha denegado la entrada a numerosos medios de comunicación y agencias internacionales de cooperación. Hay pocos testimonios de la masacre que se está viviendo. Algunos de ellos son los integrantes del proyecto: "Free Gaza", (http://www.freegaza.org/) un grupo de observadores internacionales de derechos humanos, políticos, miembros de diversas ONGs y periodistas que han abierto, con el apoyo de cientos de donaciones de todo el mundo, una vía humanitaria por mar para conectar Chipre con el puerto de Ciudad de Gaza. A través de esta vía entregan medicamentos a los hospitales de la franja y pretenden sensibilizar a la comunidad internacional sobre las consecuencias humanas del bloqueo de Gaza:"Durante los ataques, estaba en calle Omar Mukhtar y he sido testimonio de como un lanzagranadas caía a 150 metros de mí. Había gente intentando socorrer a las víctimas de otro ataque, y el lanzagranadas ha atacado a los voluntarios que socorrían a los heridos. La situación en los hospitales es dramática. Ambulancias, camiones y coches están trabajando al tiempo en el traslado de los heridos a los hospitales y en liberar camas en los hospitales trasladando a los enfermos a sus casas. En el depósito de cadáveres no hay espacio. Falta sangre para hacer transfusiones. Acabo de darme cuenta de que entre todos los civiles asesinados hoy estaba la madre de un buen amigo del campo de Jabalya." Eva Barlett (Canadá) del Movimiento Internacional de Solidaridad."Todos los hospitales de la franja de Gaza están saturados de heridos, y no hay ni medicinas ni capacidad para tratarlos. Hoy estamos asistiendo a crímenes contra la humanidad y a una violación sistemática de los Derechos Humanos. El mundo debe actuar ahora e intensificar las llamadas al boicot, a la desinversión y las sanciones contra Israel; los gobiernos deben pasar de la condena de estos ataques a obligar a Israel a acabar con el bloqueo de Gaza." Alberto Arce (España) del Movimiento de Solidaridad Internacional"El depósito de cadáveres del Hospital de Shifa no tiene espacio para los cadáveres que van llegando. Hay partes de cuerpos distribuidos por todo el hospital"- Dr. Haidar Eid, (Palestino, de Sudáfrica) Profesor de Estudios culturales y sociales de la Universidad Al Aqsa de Gaza."Las bombas empezaron a caer cuando los niños estaban volviendo de la escuela. Salí fuera y me encontré un niña aterrorizada de apenas 5 años que saltó a mis brazos." Sharon Lock (Australia) del Movimiento de Solidaridad Internacional"Es terriblemente triste. Esta masacre no traerá seguridad ni permitirá formar parte al Estado de Israel de Medio Oriente. Las llamadas a la venganza ya se escuchan por todas partes" Dr Eyad Sarraj- Presidente del Centro de Salud Mental de la franja de Gaza."Mientras hablo, ellos han derrumbado un edificio a 200 metros de aquí. Hay humo por todas partes. Esta mañana fui al edificio de al lado de donde vivo en Rafah que ha sido destruido. Dos excavadoras estaban limpiando la zona. Pensaban que ya habían encontrado todos los cuerpos pero cuando llegamos, encontraron uno más". Jenny Linnet (Reino Unido) Movimiento de Solidaridad Internacional.Cooperantes Internacionales que pueden ser contactados en la Franja de Gaza:Alberto Arce, (Español, Inglés): 972 59 8786094Dr. Eyad Sarraj (Árabe e Inglés) 00972599400424Ewa Jasiewicz, Coordinador de Free Gaza (Pólaco, Árabe e Inglés) 00972598700497Dr. Haider Eid, Sudafricano (Inglés y árabe) - + 972 59 9441766Sharon Lock- Australiano (English) - +972 59 8378945Vittorio Arrigoni- Italian (Italian) - +972 59 8378945Fida Qishta- Palestinian (English and Arabic) +972 59 9681669Jenny Linnel- British (English) - +972 59 87653777Natalie Abu Shakra- Lebanese(Arabic and English) 0598336 328Eva Bartlett, Canada (English) 0598-836308Luca GervasoniNOVA - Social Innovation CentrePeace Building and Active Nonviolence Co-directorOffice: +34 934 049 085 Cell Phone: +34 699 48 48 09Skype: lucanonviolencehttp://br.mc343.mail.yahoo.com/mc/compose?to=luca@novacis.orghttp://www.nova.cat/-- alberto arcehttp://www.freegaza.org/http://www.palsolidarity.org/http://www.thebilbaoinitiative.org/http://www.iecah.org/cvautor_equipo.php?id=41-- Alberto ArceMEWANDO Net - Middle East without Wars and OppressionsBilbao Working Team - CoordinationMEWANDO sarea - Gerrarik eta zapalkuntza barik Ekialde Urbilaren alde Bilboko lan taldea+34 944792258+34 655650048Skype: albarcehttp://br.mc343.mail.yahoo.com/mc/compose?to=mewando@mewando.org

ONGS...UNA FUERZA ECONÓMICA


ONGS...UNA FUERZA ECONÓMICA

En el Brasil, son 1.2 millones que actúan en más de 250 mil organizaciones, que ponen en el movimiento sobre la publicación anual mil millones de R$ 12. El tercer sector hace más que qué buscar para llevar cuidado de las necesidades de la sociedad a que el gobierno y la iniciativa privada no obtienen o licencia del lado. Es una fuerza económica que genera, cada vez más, renta y trabajo. La segunda investigación el centro de Johns Hopkins será estudios civiles de la sociedad - llevados a través en 35 países, incluyendo el Brasil - las aplicaciones del sector 39.5 millones de personas de o el cerca de 6.8% de la población en la edad que trabaja no no encendido a la agricultura. Las organizaciones no lucrativas utilizan ya el 46% del vacante ofrecido para el sector público en el mundo. En el Brasil, según el instituto de estudios de Religião (ISER), el sector utiliza 1.2 millones de gente. “El tercer sector es un gran patrón, muy más grande de lo que se imaginaba la gente”, dice a Lester Salamon, profesor de la universidad de la universidad Johns Hopkins, especialista en el tercer sector - formado por las organizaciones privadas sin los extremos lucrativos que generan las mercancías y los servicios se vuelven a la promoción socio-económica y cultural. Salamon vino a la perspectiva el Brasil participar del seminario internacional “para el tercer sector en el siglo XXI”, promovido para el Senac-SP en sociedad con el consulado de los Estados Unidos en São Paulo. Los costos del tercer alcance US$ 1.33 trillón del sector por año. Las reuniones, las organizaciones no lucrativas serían la sexta nación más rica del mundo. Si están comparados los sectores de la economía mundial, las organizaciones no gubernamentales (ONGs) utilizan más que qué el textil de las industrias (4 utilizaron millón), para alimentar (4 millones), de las utilidades (8 millones) y de los transportes (33milhões). Los países desarrollados apoyan la dirección de trabajos del tercer sector. En Holanda, el cerca de 18.7% de la gente en la edad que trabaja no no encendido a la agricultura que trabajan en organizaciones no lucrativas. En el Brasil, ellos son 2.5%. Son más de 250 mil ONGs, de que ponen en el movimiento R$ 12 mil millones aproximadamente anuales, según datos del católico Pontifical de la universidad de São Paulo. La prescripción viene del comercio, de la representación de servicios de productos y de la colección de donaciones. El valor corresponde el 1.2% del GIP brasileño. En 1995, eran 15 millones de personas físicas de los donantes en el país, según la universidad Johns Hopkins. En 1998, este índice triplicó para 44.2 millones de personas de, o el 50% de la población brasileña del adulto, de acuerdo con los números de la comunidad de Solidary. Más allá de grande, el sector es ágil. “El tercer sector está creciendo tres veces más rápidamente de lo que afirma la privada”, Salamon. Al principio de los años 90, el número de los trabajos creados por el tercer sector creció tres veces más que qué el criado para la economía en su totalidad en ocho países buscó. Mientras que el número vacante de primer creció 24.4% de 1990 el 1995, como de él estaba de solamente de el 8.1%. “Su base sigue siendo pequeña absorber toda la masa de empleado que diario los fuegos del sector privado, pero están satisfaciendo su papel”, dice a profesor de la universidad. Después de que la “explosión de la burbuja”, muchos hubiera hecho una oscilación entre la vuelta financiera y buena la pieza personal del vida y de ellos es si dirige al tercer sector. Del total de trabajadores usados para el sector, los 57% salario-están ganando. El promedio de utilizado no no encendido a la agricultura es 4.4% asalariados y 2.4% voluntarios. En el Brasil, los asalariados y 0.3% son 2.2% voluntarios. La tendencia es aumentar el número de trabajadores en estas organizaciones, qué no desea decir que ésa vaya a disminuir de voluntarios. “Actuar en el sector él es un acto social, y no individuo. Cuanto más el empleado pagó, más voluntario “, él afirma Salamon. “Necesitan percibir una estructura mínima para participar.” En funciones al servicio - educación, los servicios, salud y desarrollo sociales - absorba el 64% de los empleados del tercer sector. Las funciones de los expressivas - cultura, ley y ambiente - representan ya el 32% del total. El seguir habiendo, el 4%, se dispersa en otras funciones. En América latina, en los servicios representan el 72% del total y de los expressivas el 24%. Aquí, la fuente más grande.

1.5 mil millones de los habitantes de zonas urbanas serán habitaciones precarias en 2020


Quinta-feira, 11 de Dezembro de 2008

¿3º MILENIO,…? NADA ES POSIBLE SIN LAS PERSONAS, NADA ES DURADERO SIN LAS INSTITUCIONES…

La necesidad para mejorar las vidas de habitantes de los sin casa ni hogar, mientras que el mundo en el desarrollo hace frente a la población dramática de las ocasiones en centros urbanos.El informe pide de modo que los habitantes de los gobiernos de las ciudades, locales y nacionales fortifiquen el esfuerzo de mejorar las habitaciones precarias (los cuartos de los sin casa ni hogar y las áreas del riesgo) y de prevenir el brote de nuevo. 17 de enero de 2005, Nova York - actualmente, 900 millones de personas de viven en las habitaciones precarias (los cuartos y las áreas del riesgo) en el mundo entero. A menos que la situación se mueva substancialmente, 1.5 mil millones de los habitantes de zonas urbanas serán habitaciones precarias en 2020, la mayoría de el cual habitará en regiones en el desarrollo que política, cubierta decente, alcantarilla médica, acceso al agua, las escuelas, los cuidados, y transporte digno de confianza y seguro para la carencia del trabajo de derechos fundamentales La necesidad para mejorar las vidas de habitantes de los tugurios cuartea, mientras que el mundo en el desarrollo hace frente a la población dramática de las ocasiones en centros urbanos. El informe pide de modo que los habitantes de los gobiernos de las ciudades, locales y nacionales fortifiquen el esfuerzo de mejorar los las habitaciones precarias (los cuartos de los sin casa ni hogar y las áreas del riesgo) y de prevenir el brote de nuevo. 17 de enero de 2005, Nova York - actualmente, 900 millones de personas de viven en las habitaciones precarias os precarios (los cuartos de los sin casa ni hogar y las áreas del riesgo) en el mundo entero. A menos que la situación se mueva substancialmente, 1.5 mil millones de los habitantes de zonas urbanas serán sin casa ni hogar en 2020, la mayoría de el cual habitará en regiones en el desarrollo que política, cubierta decente, alcantarilla médica, acceso al agua, las escuelas, los cuidados, y transporte digno de confianza y seguro para la carencia del trabajo de derechos fundamentales.El proyecto del UN-HABITAT en la mejora de las vidas de los habitantes precarios fue ordenado por el Dr. Pietro Garau, investigador permanente de la universidad de la arquitectura de la universidad de Roma, y para el Dr. Elliott D. Sclar, profesor del Planeamiento Urbano y de las Relaciones Públicas, la Universidad de Columbia. El informe observa que los factores que causan el aspecto precarios (los cuartos de los sin casa ni hogar y las áreas del riesgo) son complejos y pueden variar de un país para otro, pero que las soluciones para la crisis de los cuartos de los sin casa ni hogar poseen los elementos comunes diversos, entre los cuales respetar y reconocer a los grupos que representan a personas pobres, legislación que protegen a pobres , infraestructura básica como agua, de la alcantarilla de la basura y de la colección. Además, el planeamiento urbano se debe consolidar y reformular para prevenir la creación de los nuevos cuartos.De acuerdo con el relatório UN-HABITAT, el coste anual para mejorar las condiciones de 100 millones de residentes de los cuartos de los sin casa ni hogar y las áreas del riesgo, y para introducir la infraestructura y los servicios necesarios de modo que proveyera al habitación alternativo otros 570 millones de personas de que, el contrario, hicieron el vivir de los cuartos de los sin casa ni hogar y las áreas del riesgo, sería de U$ 18 mil millones dólares. Sus recomendaciones incluyen:- Los países necesitan reconocer que las personas pobres urbanas sean activas y no sólo agentes del beneficiario del desarrollo. Las autoridades locales y nacionales deben colaborar con las organizaciones que representan a poblaciones urbanas pobres, para alcanzar mejoras en los cuartos de los tugurios y para proporcionar alternativas al brote de los nuevos cuartos de los pobres.- Manejar ciudades requiere soluciones locales. Las autoridades locales deben ser empolleradas con necesario los recursos financieros y humanos a las provisiones de servicios e infraestructura a las personas pobres urbanas. Las ciudades deben desarrollar estrategias locales del período indicado largo para mejorar la vida de los habitantes de los cuartos de los pobres.- Para consultar después a habitantes nacionales de los cuartos y de las autoridades de los tugurios, los gobiernos locales deben aprobar legislación para prevenir trabajos forzados y asegurar la ocupación de la propiedad que los residentes de los pobres que no tienes habitación.- Los gobiernos locales deben desarrollar estrategias para prevenir la formación de los nuevos cuartos de los tugurios. Éstos deben incluir el acceso a la tierra del bajo costo, a los materiales de la construcción los precios accesibles, a las ocasiones sociales del trabajo, a la infraestructura y a los servicios básicos.- Las inversiones públicas deben enfocar el acceso los servicios básicos y la infraestructura. Trabajando en sistema con las poblaciones urbanas pobres, las ciudades necesitan invertir en la cubierta, el agua, la alcantarilla, la energía y servicios urbanos tales como la colección de la basura. Estos servicios e infraestructuras deben alcanzar a las personas pobres que viven en las comunidades no legalizadas- Los pobres deben estar con prioridad en a lo que ella se refiere al planeamiento de los sistemas del transporte urbano, que pueden ampliar las opciones que la gente tiene en la relación donde vivir y trabajar.- Los códigos y las regulaciones constructivos deben ser realistas y factibles, reflejando el estilo de la vida y las necesidades de las comunidades locales. Estos medios, por ejemplo, que deben ser más flexibles en la dirección permitir los habitations que se construyen de forma incremental, con los materiales del bajo costo y en tierras pequeñas.- Para crear trabajos, las ciudades tendrían que animar al sector privado que mejore la infraestructura y facilite el transistion de la economía informal para el hecho de la división. El juego directo del poder de la inversión externa un papel catalítico en la promoción de la fabricación o de las empresas de la representación de servicios.