martes, 8 de junio de 2010

Dorothy Stang

Dorothy Stang




Rio de Janeiro, 7 jun (EFE).- O fazendeiro Regivaldo Pereira Galvão, que no mês passado foi condenado a 30 anos de prisão por ser o mandante do assassinato da freira americana Dorothy Stang, teve sua liberdade provisória confirmada hoje pelo Tribunal de Justiça do Pará (PA).

Por seis votos a um, as Câmaras Criminais Reunidas do Tribunal de Justiça do Pará, confirmaram a questionada decisão de uma magistrada que acatou um pedido de habeas corpus do fazendeiro para esperar pelo julgamento em liberdade.


O anúncio foi feito hoje pela vice-presidente do Tribunal, Raimunda Noronha, depois que seis dos magistrados concordaram que o réu reúne todos os requisitos para obter o benefício e lembraram que ele já tinha sido julgado em liberdade sem descumprir o processo judicial em nenhum momento.


A única magistrada que se opôs foi Albanira Bemerguy, alegando que o fazendeiro tem antecedentes criminais e que o juiz que o condenou em primeira instância ordenou a detenção imediata.


A liberdade provisória tinha sido questionada pela Promotoria e por várias organizações de defesa dos direitos humanos com a alegação de que, cinco anos depois do crime, o fazendeiro condenado por ter sido o mandante do crime continuava em liberdade.


Galvão foi condenado no dia 1º de maio deste ano a 30 anos de prisão depois de ter sido acusado de ser o mandante do assassinato de Dorothy, uma missionária americana que defendia os camponeses sem-terra na Amazônia.


A freira, que tinha 73 anos, foi morta a tiros no dia 12 de fevereiro de 2005 na zona rural do município de Anapu, onde durante 20 anos lutou contra a destruição da floresta amazônica.


O autor do assassinato, o pistoleiro Rayfran das Neves Sales, confessou o crime e foi condenado a 28 anos de prisão, enquanto seu cúmplice, Clodoaldo Carlos Batista, recebeu a pena de 17 anos de prisão.


O fazendeiro Vitalmiro Bastos de Moura, apontado como cúmplice de Pereira Galvão, foi condenado a 30 anos e o também fazendeiro Amair Feijoli da Cunha, que admitiu ter intermediado o crime, foi condenado a 18 anos. EFE